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sexta-feira, 19 de junho de 2015

MENINOS CARVOEIROS leitura e interpretação

ATIVIDADE COMPLEMENTAR  9-° – 2ºBIMESTRE

LEIA :
 Os meninos carvoeiros
Os meninos carvoeiros Passam a caminho da cidade.
 ― Eh, carvoero!
 E vão tocando os animais com um relho enorme.
 Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
 (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, do- [brando-se com um gemido.)
 ― Eh, carvoero! Só mesmo estas crianças raquíticas Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles...
Pequenina, ingênua miséria!
 Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
― Eh, carvoero!
Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
 Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados!

(BANDEIRA, Manuel. Poesia e prosa completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987.)

VOCABULÁRIO:    Alimária: animal irracional; bruto. • Aniagem: tecido grosseiro. • Cangalhas: peça de madeira forrada de couro em cujas hastes se dependuram sacos. • Encarapitado: posto no alto, em cima; empoleirado. • Relho: chicote de cabo de madeira.

ATENÇÃO : Assinale apenas uma alternativa em cada questão :
1. Sobre o Texto é verdadeiro o que se afirma em :
A) O tema do texto é As brincadeiras  infantis
B)O tema do texto é o trabalho triste e  inocente  dos meninos .
 C) O tema do poema é o comercio de carvão
D) O tema do texto é  os burros magrinhos

2. Em “E vão tocando os animais com um relho enorme.” a expressão em negrito tem o mesmo sentido que :


A) vão gritando.
 B) vão cantando.
 C) vão tangendo.
D) vão segurando.



3) “raquíticas” (verso 11) é o mesmo que


A) trabalhadeiras.
 B) brincalhonas.
 C) levadas.
D) Franzinas
 E) alegres.



4) O sujeito poético se refere aos meninos carvoeiros, chamando-os de “Adoráveis carvoeirinhos” (verso15), porque:
A) ainda conseguem brincar, apesar da miséria,
B) tudo o que fazem é engraçado, sendo crianças.
C) as crianças ficam cômicas sujas de carvão.
D) eles não levam o trabalho a sério e, por isso, não sofrem.
E) o trabalho deles faz com que os passantes fiquem agradecidos.

 5.No trecho “(...) trabalhais como se brincásseis!” (. 15), os verbos referem-se à 2a pessoa do plural vós. Se eles se referissem a vocês, como ficaria a frase?
 (A) Trabalham como se brincassem.
(B) Trabalhão como se brincassem.
 (C) Trabalhas como se brincas.
(D) Trabalhão como se brincas.
(E) Trabalham como se brincas.

6. No poema o autor expressa pelo trabalho dos meninos carvoeiros, um sentimento de :
 (A) ciúme      (B) raiva             (C) indiferença                (D) impaciência           (E) tristeza

7  De acordo com o poema, os meninos carvoeiros
 (A) mostram alegria e ingenuidade.
(B) demonstram revolta e desprezo.
 (C) explicitam melancolia e desespero.
 (D) apresentam desânimo e tristeza.
(E) expressam infelicidade e aflição.

8. Ao  caracterizar os burrinhos por meio dos adjetivos “magrinhos”, “velhos”  e “descadeirados”  caracterizam-se, também, os meninos, pois
 (A) relho usado pelos meninos machuca os burrinhos.
(B) peso dos meninos torna os burrinhos magrinhos e velhos.
(C) corpo dos burrinhos é velho como o dos meninos carvoeiros.
 (D) físico dos burrinhos só suporta a fragilidade dos meninos carvoeiros.

9 No verso “Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,” (. 17), o uso do acento circunflexo no verbo se justifica porque
 (A) “burrinhos”   está no plural.    (B) “madrugada”  está no singular.
 (C) “miséria”  está no singular. (D) “carvoeirinhos”  está no plural.



10. Entre o título “Meninos carvoeiros” e o verso “Eh, carvoero!”, verifica-se uma diferença que constitui um erro de grafia. Esse erro ocorre porque o autor:
 (A) se enganou na grafia.
(B) quis mostrar que essa palavra tem duas grafias corretas.
(C) pretendeu representar a fala dos meninos.
 (D) desejou respeitar a linguagem padrão.





BOM TRABALHO ! J

interpretação

O ladrão
Quem descobriu o ladrão na garage foi o meu irmão mais moço. Veio correndo nos contar, e a princípio não queríamos acreditar, porque embora nossa casa ficasse num bairro distante e fosse meio isolada, era uma quinta-feira à tarde e não podíamos admitir que um ladrão viesse nos roubar à luz do dia. Em todo caso fomos lá. Espiamos por uma frincha da porta, e de fato lá estava o ladrão, um velhinho magro ─ mas não estava roubando nada, estava olhando os trastes da garage (que era mais um depósito, porque há tempo não tínhamos mais carro). Rindo baixinho e nos entendendo por sinais nós o trancamos ali. À noite voltou a mãe. Chegou cansada, como sempre ─ desde a morte do pai trabalhava como costureira ─ e resmungando. Que é que vocês andaram fazendo? ─ perguntou, desconfiada ─ vocês estão rindo muito. Não é nada, mãe, respondemos, nós quatro (o mais velho com doze anos). Não estamos rindo de nada. Naquela noite não deu para fazer nada com o ladrão, porque a mãe tinha sono leve. Mas espiávamos pela janela do quarto, víamos que a porta da garage continuava trancada ─ e aquilo nos animava barbaridade. Mal podíamos esperar que amanhecesse ─ mas enfim amanheceu, a mãe foi trabalhar e a casa ficou só para nós. Corremos para a garagem . Olhamos pela frincha e ali estava o velho ladrão, sentado numa poltrona quebrada, muito desanimado. Aí, seu ladrão! ─ gritamos. Levantou-se, assustado. Abram, gente ─ pediu, quase chorando ─ abram. Me deixem sair, eu prometo que não volto mais aqui. Claro que nós não íamos abrir e dissemos a ele, nós não vamos abrir. Me deem um pouco de comida, então ─ ele disse – estou com muita fome, faz três dias que não como. O que é que tu nos dás em troca, perguntou o meu irmão mais velho. Ficou em silêncio um tempo, depois disse: eu faço uma mágica para vocês. Mágica! Nos olhamos. Que mágica, perguntamos. Ele: eu transformo coisas no que vocês quiserem. Meu irmão mais velho, que era muito desconfiado, resolveu tirar a limpo aquela história. Enfiou uma varinha pela frincha e disse: transforma esta varinha num bicho. Esperem um pouco ─ disse o velho, numa voz sumida. Esperamos. Daí a pouco, espremendo-se pela frincha, apareceu um camundongo. É meu ─ gritou o caçula, e se apossou do ratinho. Rindo do guri, trouxemos uma fatia de pão para o velho. Nos dias que se seguiram ele transformou muitas coisas ─ tampinhas de garrafa em moedas, um prego em relógio (velho, não funcionava) ─ e assim por diante. Mas veio o dia em que batemos à porta da garage e ele não respondeu. Espiávamos pela frincha, não víamos ninguém. Meu irmão mais velho ─ esperem aqui vocês ─ abriu a porta com toda cautela. Entrou, pôs-se a procurar o ladrão entre os trastes: ─ Pneu velho, não é ele...Colchão rasgado, não é ele... Enfim, não o achou, e esquecemos a história. Eu, particularmente, fiquei com certas dúvidas: pneu velho, não era ele? SCLIAR. Moacyr. Histórias divertidas. São Paulo: Ática, 2003. Glossário: frincha - fenda; fresta. 6


No trecho “Veio correndo nos contar, e a princípio não queríamos acreditar, [...]”

(1º parágrafo), a que se refere a palavra destacada? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
2. Que características da mãe e da relação dela com os filhos depreende-se da leitura do terceiro parágrafo? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
 3. Observe o trecho “Naquela noite não deu para fazer nada com o ladrão, porque a mãe tinha sono leve.” (4º parágrafo) a) O que poderia acontecer se os meninos tivessem feito algo, já que a mãe tinha sono leve? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
b) Que expressão no trecho nos dá ideia de tempo? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
4. No trecho “Mas espiávamos pela janela do quarto, víamos que a porta da garage continuava trancada ─ e aquilo nos animava barbaridade.” , a que se refere a palavra destacada? ______________________________________________________________________________________________________
5. Por que os irmãos se animavam ao verem que a porta da garage continuava fechada? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
6. Ainda no trecho “Mas espiávamos pela janela do quarto, víamos que a porta da garage continuava trancada ─ e aquilo nos animava barbaridade.”, qual o sentido da palavra destacada? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
7–Por que os meninos levaram uma fatia de pão para o velho? ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________
. Podemos dizer que esse conto tem elementos fantasiosos, mágicos? Explique. ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________

9. O narrador do texto é personagem ou observador? Justifique, citando um trecho. ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________

Avaliação 1B

Leia com bastante atenção à seguinte crônica , em seguida responda às questões propostas. Boa leitura! (1.0)
Tatuagem

(Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca. Mundo Online, 4.fev.2003)

          Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42: bela  mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.
           - É bom você anotar -disse ela- porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.
              Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.
           - "Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca" -ditou ela-, "favor não proceder à ressuscitação".
            Uma pausa, e ela continuou:
           - "E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos."
           Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais coisas tatuasse, mais ganharia.
          Ela continuou falando. Agora voltava à sua infância pobre; falava no sacrifício que fora para ela estudar.   Contava do rapaz que conhecera num baile de subúrbio, tão pobre quanto ela, tão esperançoso quanto ela.  Descrevia os tempos de namoro, o noivado, o casamento, o nascimento dos dois filhos, agora grandes e morando em outra cidade. Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história: sem dúvida ela fora abandonada pelo marido, que a trocara por alguma mulher mais jovem e mais bonita. E antes que ela contasse sua tragédia resolveu interrompê-la.       
 Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.
       Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.
       Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão muito bem. Ela sente um pouco de ciúmes quando ele é procurado por belas garotas, mas sabe que isso é, afinal, o seu trabalho. Além disso, ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico, o clássico coração atravessado por uma flecha, com os nomes de ambos. Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se estivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.



(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)

Interagindo com o texto
1.O trecho da crônica que mostra que o cronista inspirou-se em um fato real é

(A) a notícia, retirada da Internet, que introduz a crônica.
(B) as manobras de ressuscitação praticadas pelos médicos.
(C) a reprodução da conversa entre a secretária e o tatuador.
(D) a história de amor entre a secretária e o tatuador

2. A protagonista do texto procura um tatuador. Explique o motivo dessa procura e que tipo de tatuagem ela desejava fazer.
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3.O fato gerador do conflito que constrói a crônica é a secretária:

(A) ser mais jovem que a enfermeira da notícia.
(B) concluir que a vida não vale a pena.
(C) achar romântica a história da enfermeira
(D) ter se envolvido com o tatuador.

4.Um trecho do texto que expressa uma opinião é:

(A) “Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa.”
(B) “O homem não comentou; perguntou apenas o que era para ser tatuado.”
(C) “A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”
(D) “Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde.”

5.O trecho do texto que retrata a consequência após o encontro da secretária com o
tatuador é

(A) “Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia”.
(B) “Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar”.
(C) “E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la”.
(D)” Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem”.
6. Observando as atitudes e as opiniões da moça, caracterize (fisicamente e psicologicamente )  com o máximo de   detalhes  à personagem.  _____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
7.Observe os verbos e identifique os sujeitos das frases e depois  relacione as colunas identificando-os .
a ) O Tatuador e  a secretaria  vivem um belo romance.                        (       ) Simples
 b) Moacyr Scliar é um excelente cronista!                                                (       ) Composto
c) Achamos que tatuagem não muda caráter  !                                (      )    Indeterminado
d) Faz nove anos que a crônica foi escrita .                                     (      ) Desinencial
e) Comenta-se  muito sobre pessoas tatuadas .                                     (       )   Sujeito Inexistente                                                                                                                         

8.. Observe as frases a baixo e responda o que se pede:
a. O amor é uma das coisas mais belas desse mundo!
- Sujeito: ____________________________________
- Núcleo do sujeito: ____________________________
- Tipo de sujeito: ______________________________

b. Andavam no campo florido vacas, ovelhas e cachorros.
- Sujeito: _____________________________________
- Núcleo do sujeito: _____________________________
- Tipo de sujeito: _______________________________

c. Estamos preocupados com a seca no Nordeste.
- Sujeito: _______________________________________
- Predicado: _____________________________________
- Tipo de sujeito: _________________________________

d.Vende-se esta casa!
- Tipo de sujeito: _________________________________

e. Fez muito frio essa noite na minha cidade.
- Tipo de sujeito: _________________________________Descrição: C:\Documents and Settings\Micro\Meus documentos\Minhas imagens\Scan 00.jpg

9..Leia a tirinha de Lucas Lima (1.0)







Gostou da tirinha? Observe os verbos das orações de cada quadrinho e indique e classifique o sujeito de
cada uma delas.
1°Q________________________________________________________________________________
2°Q_________________________________________________________________________________
3°Q_________________________________________________________________________________

10. Justifique por que a seguinte oração não possui Sujeito: Haverá dias que você se sentirá muito feliz!” (5.0)
a.      Não é possível identificar o verbo.
b.      O verbo - Haver - no sentido de “existir”.
c.       O sujeito da oração é - muito feliz!
d.      O sujeito está indeterminado



"Do mesmo modo que o campo, por mais fértil que seja sem cultivo não pode dar frutos, assim é o espírito sem estudo."
Bom trabalho!


CRÔNICA

A vaca virtual

Li nos jornais e vi na TV: impressionado pelo fato de a filha, de 14 anos, passar 13 horas diárias diante da telinha, fazendo aquilo que chamam "navegar na internet", o pai tomou uma decisão drástica: tirou o computador do quarto da menina e colocou-o na sala, junto com os sofás, as poltrona s e diversos outros eletrodomésticos.

Pensou que, num ambiente maior e mais poluído pelos habitantes da casa, a filha diminuiria a carga horária diante da telinha,
limitando-se ao essencial, tanto no que diz respeito às informações gerais como ao gostoso bate-papo que a internet possibilita ao aproximar e ligar pessoas no universo virtual.

Na minha infância, não havia internet. Havia a geladeira, em cuja porta eu deixava recados para minha mãe ou para meus irmãos. Muitas vezes, um simples beijo, com um coração desenhado a lápis de cor vermelha. Também recebia recados, não esqueça de fazer isso, tem pastéis de queijo no forno, te amo, etc. Já era uma forma de solidão. Mas não se gastava 13 horas com esse tipo de interação, embora o universo atingido fosse mínimo.

Levando ao limite: com o desenvolvimento da informática (que ainda está na sua pré-história), com as novas ferramentas que estão a caminho, chegaremos ao limite de os jovens futuros gastarem 20 horas na telinha, reservando apenas 4 para dormir, uma vez que o banho diário e as necessidades de higiene poderão ser feitas também de forma virtual, não sei como mas tudo é possível. Serão novos Josés Serra que só viu uma vaca de verdade, em carne e osso, quando era adulto, candidato presidencial e ministro da Saúde. Evidente que ficou maravilhado.

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

01.OMuitas vezes o cronista observa fatos do cotidiano em busca de temas para  seu texto.(1.5)
a) Onde o cronista procurou assunto para a crônica Vacas Virtuais?

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b) Sabemos que a crônica é um texto que muitas vezes crítica algum fato ou leva o  leitor  a refletir  sobre o comportamento humano. Na crônica de Carlos Heitor Cony, qual é o tema criticado por ele?

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c). O fato dos adolescentes passarem  horas em  frente do computador  é considerado pelo cronista algo positivo  ou algo maléfico ?Justifique.
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02. O Cronista compara a interação virtual de hoje em dia com a interação que havia em seu tempo e considera que as duas causam solidão. Em sua opinião, qual das duas formas de interação citadas no texto aproxima mais afetivamente as pessoas? justifique.(1.0)
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03.A internet é um excelente instrumento de aprendizado  se utilizado de maneira correta. Segundo o texto o que pode acontecer com aos adolescentes no futuro caso passem muito tempo  de suas vidas diante do computador ?(1.0)
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Namoro
O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone: 
— Desliga você. 
— Não, desliga você. 
— Você. 
— Você. 
— Então vamos desligar juntos. 
— Tá. Conta até três. 
— Um... Dois... Dois e meio... 
Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? Eram ridículos. Ronron. 
Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. Gongonha (Gongonhal) Mamosa. Purupupuca... 
Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo: 
— As dondozeira ama os dondozeiro? 
— Ama. 
— Mas os dondozeiro ama as dondozeira mais do que as dondozeira ama os dondozeiro. 
Na-na-não. As dondozeira ama os dondozeiro mais do que, etc. 
E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de línguas, beijos de amígdalas, beijos catetéricos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais. 
Depois de ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo. 3
E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Correio Braziliense. 13/06/1999.
01.No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado
(A) às brigas por amor.
(B) às mentiras inocentes.
(C) às reconciliações felizes.
(D) aos apelidos carinhosos.
(E) aos telefonemas intermináveis.

02. Encontre , no texto, palavras que signifiquem:
a) equilibrada ___________b) uivo: _____________   c) tremendo: _____________

03.O  que  o personagem quis dizer com a expressão  “QUE HORAS TU LARGA”?

1) O extremo do ridículo,  segundo o narrador foi:

a) imitar um cachorro para não ser descoberto  

 b) abraçar uma árvore..

c) convidá-la para um chope   

d) apelidar a pessoa amada.

 e) transar para fazer as pazes

1) Sublinhe os verbos nas frases a seguir e classifique-os. Em seguida, circule os complementos verbais, classificando-os também.
a) “O ipsilone no nome lhe dava uma certa segurança.”
 b) “Desliga você.”
 c) “Só um homem muito apaixonado faria um ridículo daqueles.”
 d) “Pois Suzana se enternecera com o ciúme do seu Ipsilonezinho.”

 e) Alcyr era solteiríssimo.